terça-feira, 9 de novembro de 2010

A novela chamada Enem

Os noticiários estão se pautando em mais um caso onde o Enem é vítima da inegável falta de competência dos responsáveis pela prova. É fato que, repetindo o vazamento das provas no ano anterior - o que já tirou grande parte de sua credibilidade -, o Ministério de Educação precisa de pessoas mais empenhadas para evitar que este tipo de problema atinja milhões de pessoas que buscam traçar seus caminhos profissionais.

No entanto, atitudes extremas prejudicam ainda mais os alunos e o ministério ao quererem cancelar a prova de mais de 3 milhões por conta de um erro que atinge, de fato, apenas 0,03% deste montante. Tais ações assustam os egressos do ensino médio que tanto se esforçaram para tentar entrar em uma universidade. Pergunte aos alunos o que acham de fazer novamente o exame. O desgaste físico e, em especial, mental, certamente dirá mais alto até mesmo para os que não tiveram uma boa colocação. Vale lembrar que muitos dos principais vestibulares foram substituídos pelo Enem.

O buraco é mais embaixo e o caso parece virar uma novela. Querem cair em cima a qualquer custo para comprometer o Ministério da Educação e o governo. Creio que a intenção de unificar os vestibulares seja um passo e tanto para concorrer à uma vaga no ensino superior, afinal é menos dinheiro gasto em impressão de provas específicas para determinadas instituições e em salas de aulas reservadas exclusivamente para a realização dos exames; é menos desgaste para os concorrentes; e, além do mais, trata-se de uma maneira mais justa em se distribuir as vagas, como acontece em outros países.

Mas, para isso, é preciso que o Enem tenha um caráter exclusivo e confiável. Pessoas mais capacitadas devem assumir a responsabilidade de garantir qualidade e crédito nas provas, ainda mais após o segundo erro consecutivo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De volta!

Quanto tempo não dou as caras por aqui.
Andei muito sem tempo ultimamente, muitas coisas aconteceram. Mas agora vou ver se reativo aqui...

sábado, 16 de janeiro de 2010

A questão do valor pessoal

É engraçado o quanto reclamamos da nossa vida - e muitas vezes da vida alheia. Os verdadeiros amigos, todos dizem, conta-se nos dedos quem são. E é verdade. Alguns fingem ser amigos - até mesmo como se te conhecessem a anos.

Daí reclama-se que as pessoas são assim, são assado, superificias etc. Mas nunca se olha para o próprio umbigo. Alguém já parou para pensar que também agimos dessa forma para com os outros?! Às vezes conhecemos pessoas que nos identificamos e nos tornamos amigos com mais ou menos intensidade. Às vezes, as pessoas, pela situação do momento, te consideram um amigo, um potencial verdadeiro amigo, e você nem se dá conta, e age com frieza. Daí também somos culpados pela superficialidade da coisa.

Dizem que os amigos a gente escolhe, assim como namoradas. E, em certa parte, é verdade, afinal, tendemos a não nos envolver com pessoas que não dividem a mesma mentalidade e outros fatores. Mas, daí, até a outra pessoa se tornar uma verdadeira amizade a coisa é diferente. Afinal, diversas razões podem levá-la a evitar uma relação mais amigável tais como a distância, os sentimentos da pessoa naquela ocasião...

De fato, hoje as relações mudaram, até porque internet e os meios sociais resumiram quase tudo numa único clique. As formas de contatos mudaram. Mas a questão é porque sempre reclamamos dos outros quando o problema começa em nós mesmos?

Dê importância com quem se importa com você. Não que, caso contrário, você não deva dar importância, claro. Mas a partir do momento em que as pessoas valorizam seus próprios valores, as outras passam a valorizá-la também. Mas, quando o nosso valor está perdido, aí sim reclamamos que os outros são distantes, falsos, etc e tal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mais uma vítima da virose

O número de caso de virose no litoral paulista não pára de crescer. Estive lá na passagem de ano e, junto com mais dois amigos, fui uma vítima.
O estranho foi a demora para os sintomas: 48 horas. No sábado (01/01), saímos de Santos e fomos para o Guarujá, mais especificamente na praia da Enseada. Passamos o dia lá, regado à muita cerveja, vodka, refrigerante e, claro, muito camarão, peixe e batata-frita - do quiosque em frente onde estávamos! Sabe como é, o pessoal do interior, quando vai à praia, quer aproveitar o máximo, afinal, lá não se come este tipo de comida todos os dias. Beleza. Fiquei o resto do tempo no mar, correndo na praia e jogando conversa fora. Tomei uma ducha para tirar o excesso de sal - no mesmo quiosque. E só. Não cheguei a consumir água por lá.
No domingo, voltei cedo para São Paulo, afinal, trabalharia na segunda. Passei o dia bem, comi normal etc. Porém, a uma hora da manhã levantei com enjoo. Vomitei madrugada adentro até às 6h. Não tinha condições de ir trabalhar e fui ao hospital logo que acordei. No entanto, já me sentia muito melhor. Tinha convicção de que o motivo foi um salgadinho de saquinho que tinha comido à noite e que logo passaria. Mas a data de validade não estava nem próxima do vencimento.
No hospital, como já suspeitava, virose. Me sentindo, não comprei remédio nenhum e a dor de barriga que acompanhou o vômito tinha passado. Na terça, trabalhei normalmente, mas com dores no corpo e indisposição a tarde toda. À noite, em conversa com um dos amigos que também estava na praia, fiquei sabendo que ele e mais uma outra amiga estavam na mesma situação. Na quarta, idem. A diferença é que a dor de barriga tinha voltado, sem vômitos. Na quinta, piorou minha situação. Estava totalmente indisposto e, à noite, vômitos e diarréia. Decidi ir em outro hospital. A enfermeira, de cara, me falou: 90% dos casos só naquela semana era de gente com os mesmos sintomas. Mas como meu quadro tinha piorado ao invés de melhorar, queria algum remédio.
Os dias seguintes foram de melhora praticamente insignificante, com remédios para o intestino e estômago, em caso de vômito. Fui melhorar mesmo só no domingo. Uma semana depois.
Apesar de ter ingerido água em Santos, onde ficamos hospedado, creio que a causa foi mesmo o alimento do quiosque. Outra hipótese é ter pego pelo ar, já que uma colega de trabalhou ficou com os sintomas por dois dias depois de ter conversado comigo e etc.
De qualquer maneira, não pretendo voltar ao litoral nessa época do ano. E, a quem vai, cuidado!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A vida em Sampa!

A vida em Sampa é uma vida muito louca. Corrida, diferente, boa, ruim...
Gente de todo, de todo tipo, até do tipo que você nunca viu. Falta tempo pra tudo. Concreto pra toda parte, céu cinza de dia e, à noite, meio alaranjado, refletindo a luz da cidade. Cadê as estrelas? A fumaça limita a visão.
Mas, se vida aqui é grande, vale a pena o esforço. E, quer saber? Até que tô gostando!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quando a falta de argumentos se transforma em parcialidade


Ao ler artigo divulgado no Twitter pelo @congemfoco na tarde de hoje, me deparei com uma posição um tanto quanto parcial e provinciana por parte do autor, Bajonas Teixeira de Brito Júnior.

A começar pela crítica em relação ao fato da Procuradora do Distrito Federal Roberta Fragoso Kaufmann (foto) ser advogada voluntária do DEM. Ora, qual o problema de uma funcionária que defende os interesses sociais ter seu próprio ponto de vista. Ela tem suas próprias ideologias, assim como todo ser-humano. Não sejamos hipócritas. Hipócrita seria ela se se transvestisse numa posição na qual fosse obrigada. Portanto, enquanto cidadã brasileira, creio que ela tem direito de se afiliar a qualquer partido político.

Já em relação a contrariedade das cotas raciais, são fracos os argumentos apresentados contra ela. Na verdade, um tanto quanto provincianos, a colocando numa posição de 'carrasco' simplesmente por defender essa posição. Questiona-se, por exemplo, se no Brasil existem negros ricos. E, se existe, se os mesmos seriam capaz de usufruir de cotas raciais para o ingresso em universidades, esquecendo da maioria pobre. Apesar de achar que sim para ambas as perguntas tendo em vista a natureza do ser humano, independente de sua raça, cor e sexo, o autor se adiantou com plena convicção de que a resposta para as duas perguntas é não.

A qualidade da educaçãopública no Brasil foi o único ponto em comum entre nossas ideias. De fato, é ela a grande culpada pela má formação dos jovens, enquanto a particular se encontra do outro lado da moeda. E é justamente para os alunos da rede pública que deveriam ser aplicadas as cotas, independentemente de sua cor. Sinceramente, creio que um branco nascido e crescido nas mesmas condições de um negro se sentiria injustiçado quando o segundo é aprovado graças ao sistema de cotas. Ora, se ambos têm a mesma origem, o mesmo status social e, acima de tudo, a mesma capacidade, porque o branco deve ser o oprimido? Isso não é preconceito?

Na próxima, busque argumentos melhores quando for criticar qualquer posição. E fuja do provincianismo que maquiou seu texto, Bajonas.

domingo, 19 de julho de 2009

Rio quer coibir xixi na rua

A prefeitura do Rio quer fechar o cerco para quem urina na rua. Atualmente, a multa é de R$ 80 para quem for pego fazendo xixi onde não deve na capital carioca.

Em tese, urinar em locais públicos, se expondo aos outros, está infringindo o artigo 233 do Código Penal, de atentado ao pudor. Ou seja, o indivíduo pode enfrentar processo jurídico. No entanto, a falta de banheiros públicos em grande parte, senão a maioria, das cidades brasileiras é um problema. A cidade de São Paulo, por exemplo, exala urina humana em determinadas regiões, em especial o centro. É raridade encontrar banheiros públicos na capital paulista.

Sem ter onde fazer necessidades biológicas, como o cidadão trabalhador se vira nessas horas? Ora, qualquer canto um pouco fora de vista dos outros é o lugar mais indicado.

No Rio, creio que banheiros públicos não sejam tanto problema assim, mas se essa moda pega em São Paulo, quem perde são os moradores.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1907200901.htm