
Começamos o ano de 2008 bem.
Na semana passada, última de 2007, a ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto foi assassinada em atentado suicida, na cidade de Rawalpindi. A tragédia ocorreu pouco antes das eleições parlamentares, que está prevista para 8 de janeiro.
O caso repercurtiu internacionalmente devido aos esforços da líder da oposição para democratizar o Paquistão, cujo controle está, desde 1999, após um Golpe de Estado, nas mãos do general Pervez Musharraf.
Exilada nos EUA desde o Golpe, Bhutto retornou ao Paquistão em outubro último após acordo com o presidente. Sua volta foi marcada por multidões de simpatizantes que se aglomeravam nas ruas para vê-la de volta a seu país natal.
Já no último domingo, 30 de dezembro, o mundo se virou para o continente africano, especificamente no Quênia. O motivo? Eleições fraudadas!
O país elegeu seu próximo presidente (os cálculos apontaram para a reeleição de Mwai Kibaki) em meio à desconfiança quanto a legitimidade das eleições. Como se não bastasse, a violência não se restringiu às cidades, mas enfincou suas garras nas tribos rivais de Luo e Kikuyu (esta última pertence a mesma etnia do presidente), o que ajudou a somar os mais de 300 mortes desde o início do conflito.

Soma-se a isso, todos os conflitos existentes desde outros tempos, como a guerra do Iraque, a ira chinesa com a pequena Taiwan, os massacres na Chechênia, o (des)controle do Afeganistão, dentre outras diversas.
E grande parte disso graças à política. A mesma política que o Ocidente leva consigo e traduz para o resto do mundo como o "caminho certo à evolução"; à busca da democracia em países onde muitas vezes não se sabe nem o bê-a-bá da língua materna. É sempre bom lembrar que cada caso é um caso. Não cabe a nenhum estrangeiro decidir o futuro de determinado país. Mas fazer o que? Os grandes impérios sempre agiram dessa forma (leia-se meses, anos, décadas) compulsiva, irracional. Agora todos nós pagamos por ter um mundo mais evoluído em determinadas regiões, e menos em outro. Um mundo mais igual em certos paíse, e menos em outros. Um mundo que se entregou de corpo e alma à globalização e que, em certos aspectos, acaba por ser bem-vinda para uns, mas para outros, não passa de um desastre. 

Não que eu coloque em questão a política, a democracia e a globalização. Ao contrário, acredito nesses itens para a realidade de nosso Brasil, na medida certa, claro. Mas, como afirmado acima, cada caso é um caso. A democratização, por exemplo, só deve existir a partir do momento que um povo estiver apto à recebê-la de braços abertos.
E ainda assim, desejo, mais uma vez, que 2008 seja um ano de muita paz e prosperidade para mim, você e o mundo todo!
2 comentários:
Ficar tanto tempo nas mãos do ditador, o general Pervez Musharraf, é de uma PERVERSidade cruel. abraços.
É verdade...
As ditaduras não tão com nada. E o pior é saber que ele tem um casinho com os estadunidense. enfim, ele é esperto!!!
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