quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Chineses e o sexo

Chineses estão mais preocupados em saber sobre economia do que sexo na internet, segundo pesquisa realizada pelo Google China.

Esta reportagem, da semana passada, ganhou o mundo. Até o Brasil a veiculou. Na Folha: "Chineses buscam mais sobre dinheiro do que sobre sexo na web"; Na Reuters: "Stock beats "sex in keyword searches" (algo como "bolsa de valores bate sexo em procura na internet").
Em ambos os veículos, abordou-se a crescente preocupação dos chineses com assuntos econômicos em geral - afinal, quatro de seis palavras mais consultadas estão relacionadas a dinheiro - em detrimento de situações do dia-a-dia, em especial sexo, uma das palavras mais digitadas na internet.

Apesar da a palavra QQ (programa de mensagens instantâneas, além de uma marca de automóveis) liderar o ranking de pesquisas dentre as seis mais procuradas, outras quatros estão diretamente ligadas à economia: China Merchants Bank (2º), Banco Industrial e Comercial da China - ICBC (3º), a palvra bolsa (4º) outras duas instituições financeiras que estrearam na Bolsa de Valores em 2006 não citadas (5º), e China Construction Bank (6º).

No entanto, não se considerou a forte censura do governo chinês em relação à internet. O sistema de monitoração utilizado por órgãos oficiais é considerado "dinâmico, penetrante, sofisticado e efetivo", e não permite conteúdo sexual e político. Razão, no meu ponto de vista, suficientemente plausível para que qualquer outra palavra a não ser sexo e política, ser o maior alvo de pesquisas.

Mesmo assim, o índice é associado à verdadeira revolução vivida pela Bolsa de Xangaim cuja alta durante o ano passado foi de 97%.

Chega a ser engraçado como a própria mídia impõe a importância do sexo ao redor do mundo. Os títulos supracitados denotam uma certa ironia em relação ao fato de sexo não estar a frente de outros assuntos. Depois ainda sobra apenas para o Brasil a associação ao sexo (vide carnaval, prostituição e etc) que estamos acostumados a ver...

3 comentários:

Anônimo disse...

pudera... com "órgãos" oficiais penetrantes e efetivos, sexo é o lance.

Luiz Henrique Brandão disse...

kkkkkkkkkkkkk

ótimo comentário esse, Marcos!!! hahaha

Luiz Henrique Brandão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.