A rede de hipermercado norte-americana Wal-Mart está enfrentando forte oposição em relação à sua instalação na Índia.Fazendeiros e pequenos comerciantes do estado de Maharashtra, temem que a chegada de multinacional possa ditar os preços dos produtos naquela região. Além disso, essas empresas ocidentais, muitas vezes, acabam por incentivar a vinda de indústrias e de outros setores da economia, o que, consequentemente, ameaça a área de cultivo da população local.
Como consequência, indianos se uniram para criar superlojas e venderem seus produtos diretamente ao cliente. O governo apoiou a iniciativa e disse estar apto para conceder subsídios para custos com a infra-estrututa a estes fazendeiros. "É uma idéia extremamente viável [a criação das superlojas], e se tudo der certo, em poucos meses a Índia poderá conhecer a superlojas", disse à Reuters o gerente de agricultura do estado de Maharashtra Sunil Pawar.
Construções dessas futuras instalações já podem ser vistas em algumas cidades do estado, no oeste do país.
Os esforços para barrar o avanço de empresas estrangeiras dentro Índia já surtiram efeito. Reliance Industries, listada como a maior do país, demitiu cerca de mil funcionários e fechou lojas no norte e no leste. Carrefour e Tesco desistiram de investir por lá em decorrer das incertezas sociais similares.
Grandes empresas somam apenas 3% no mercado indiano - número pequeno considerando seu rápido crescimento econômico.
Pois é, se essa moda pega no Brasil, é possível afirmar nossa auto-suficiência agrícola em detrimento das importações que elevam os preços. E quem acaba por pagar o pato, são, única e exclusivamente, os Brasileiros. Legal a atitude dos indianos em querer criar um tipo de protecionismo nesse sentido, e, mais que isso, continuar atingindo um patamar econômico assistido por todos nós.
Complementando o post sobre a democracia, do último dia 02, as multinacionais, sem dúvida, nos trazem grandes vantagens, como criação de emprego, aquecimento da economia - esta, por mínimo que seja - e etc. Mas, por outro, chega a ser uma concorrência desleal para com as pequenas e micro empresas que suam para colocar seus respectivos produtos no mercado!
2 comentários:
Luiz!
Esse lance é complicado. Lembro quando o supermercado Granero reinava em Franca. Os preços eram um absurdo. A diversidade comercial, além de empregos, geram a competição dos preços. Se bem que hoje quase tudo funciona na base do cartel. abraços
É isso ai, Marcos.
Complicadíssimo eu diria. Foi como coloquei no texto: em alguns aspectos, torna-se bons para uns, mas em outros não. Com ctz, a chegada desses grandes hipermercadors para Franca foi ótima, já que no Brasil em geral, não há protecionismo sobre nossos próprios produtos, o que, consequentemente, não pode desenvolver tanto quanto dessas redes, certo?
Abração
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