Boa parte do que veremos estampado nos sites, jornais, revistas, rádio e tv são notícias relacionados à doença que já infectou milhares de brasileiros - para não dizer em outros países. Pois é, essa mania de reality show entrou sem pedir licença e contagiou. Alienou, tirou o lugar daquilo que poderia ser melhor utilizado em nome da cultura e desenvolvimento intelectual das pessoas.
Pelo contrário, o BBB fisga o sentimento de curiosidade e de interesse pela vida de terceiros dos telespectadores que, outrora podiam optar por uma maior variedade de programação de acordo com seus respectivos interesses. Até mesmo a geração mais antiga, viciada em telenovelas - um dos principais produtos milionários da Globo - aderiu à idéia de "espie aqui, conte ali [pra vizinha, pro namorado, pra mãe, pai e até em suas preces noturnas]".
A oitava edição apenas confirma que os "brothers" (nome ridículo atribuído aos participantes da casa) vão bem, apesar do sucesso, de acordo com os meios-de-comunicação, não ter mais o mesmo fôlego das primeiras edições. Tal revés já foi reportado em versões anteriores, mas ainda que em baixa, o ibope deve ser suficiente para manter o programa no ar, né?
O engraçado é como a mídia joga o jogo de acordo com a Globo. Ao mesmo tempo que a receptividade por parte do público é colocada em questão, os participantes já se tornaram os "deuses" globais antes mesmo do início do show. Afinal, o Brasil inteiro já foi apresentado, através dos veículos, aos 14 jogadores uma semana antes de se hospedarem na casa milionária. [A propósito, sou a favor da Globo reverter o valor da casa em moradias para o população. Imagina quantos prédios ou casas, iguais aquelas do CDHU em São Paulo, poderiam ser erguidos e servir de casa própria às família carentes, valor este que substituiria qualquer felicidade em ver algum zé-ninguém ganhar R$1 milhão após três meses de confinamente e, ainda por cima, se tornar celebridade]. Ou seja, por mais que os demais veículos torçam para seu fracasso, o programa é o que vende quando se trata de notícias.
Mas, enquanto existir gente disposta a continuar se alienando com BBB´s da vida, o grande Satã tende a manter no ar sua grade de péssimo gosto, pobre em cultura, em imparcialidade e demais adjetivos negativos óbvios que todos já conhecem.

Em contrapartida, gostaria de sugerir aos ávidos por reality shows, que assistissem os programas com algum propósito que não a busca da fama, sexo e dinheiro, tipo "O Aprendiz" (ironicamente veiculado pela Record, maior concorrente da Globo). Isso não se trata de um jabá, mas no meu ponto de vista é algo mais rico devido ao seu formato e finalidade - que é de descobrir, a cada edição, uma nova pessoa capaz de se tornar sócia de Roberto Justus!
2 comentários:
A dica do programa da Record é boa. Não me dou lá tão bem com a Globo e nem com o programa BBB8 (eu assistia mais a Casa dos artistas, do SBT)...hahahahaha... mas confesso que sou menos duro do que vc em relação ao programete Global.
Até eu assisti a primeira edição do casa dos artistas, viu! Mas ainda assim, só o começo, não acompanhava todos os dias não. Acho q por isso já peguei birra do BBB. Birra não, ódio mesmo! haha
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