quarta-feira, 24 de junho de 2009

Internet e informação

Internet são o fast-food da informação. Com essas palavras, o ícone do jornalismo mundial Gay Talese definiu as novas tecnologias no contexto comunicacional. E sabe que ele tem razão.

A grande vantagem da web é a rapidez com que as informações são transmitidas. Furos são comuns através dela, sem dúvida. Mas não dá para comparar a qualidade de uma notícia bem apurada com àquelas destinadas ao furo, sem a devida apuração das fontes. Claro que todas as exceções têm lá suas regras, mas no geral, blogs e sites publicam notícias não ou pouco apuradas, muitas vezes "chupadas" de outros veículos. Jornalista que se preze não faz isso. Jornalista que se preze vai atrás das informações, enche o saco das fontes. Não, não é uma crítica aos profissionais, afinal, neste meu blog pessoal, muitas notícias foram baseadas em outros sites, não em fontes diretas.

O fato é que blogs, ao meu ver, são mais voltados para treinar a escrita, as ideias, do que servir de fonte direta de informação. Particularmente, não costumo buscar neles notícias e afins. A maioria das vezes só entro nos que trazem textos e ideias que me interessem, como ferramenta complementar e não como fonte primária de informação. Os diários virtuais são ótimos para expressar opiniões e essas podem, muitas vezes, fazer a diferença para a compreensão de determinado assunto. Mas pecam na qualidade de informação, fontes etc.

Dizer que os impressos cederão lugar à blogs e outros sites é afobação. Assim como o arroz e feijão jamais serão totalmente substituídos pelos hambúrgueres rápidos. É certo que hoje em dia, principalmente em cidades grandes, é fácil encontrar pessoas que troquem, o fast food pelo básico por questão de tempo e praticidade. Mas, pelo menos de final de semana, o arroz e feijão certamente faz parte do cardápio. Pois a regra é parecida quando tratamos de veículos de comunicação e internet. Que é bom, rápido e prático, todos sabem. Mas jamais substituirá o papel palpável justamente pela mesma razão: a de levar a notícia o mais rápido possível até o internauta.

Portanto, caros internautas, essa ladainha de que a internet veio para acabar com os jornais é precipitação de quem não enxergava além do problema. Se houve uma redução na venda de jornais impressos, tudo bem. Falha dentro desse nicho. Não porque nasceu o Wikipedia, o Blogspot ou os próprios portais online de jornais como o New York Times ou a Folha de S. Paulo. Apesar dos benefícios, o tato ainda faz a diferença quando se trata de qualidade de leitura de uma notícia.

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