
Ao ler artigo divulgado no Twitter pelo @congemfoco na tarde de hoje, me deparei com uma posição um tanto quanto parcial e provinciana por parte do autor, Bajonas Teixeira de Brito Júnior.
A começar pela crítica em relação ao fato da Procuradora do Distrito Federal Roberta Fragoso Kaufmann (foto) ser advogada voluntária do DEM. Ora, qual o problema de uma funcionária que defende os interesses sociais ter seu próprio ponto de vista. Ela tem suas próprias ideologias, assim como todo ser-humano. Não sejamos hipócritas. Hipócrita seria ela se se transvestisse numa posição na qual fosse obrigada. Portanto, enquanto cidadã brasileira, creio que ela tem direito de se afiliar a qualquer partido político.
Já em relação a contrariedade das cotas raciais, são fracos os argumentos apresentados contra ela. Na verdade, um tanto quanto provincianos, a colocando numa posição de 'carrasco' simplesmente por defender essa posição. Questiona-se, por exemplo, se no Brasil existem negros ricos. E, se existe, se os mesmos seriam capaz de usufruir de cotas raciais para o ingresso em universidades, esquecendo da maioria pobre. Apesar de achar que sim para ambas as perguntas tendo em vista a natureza do ser humano, independente de sua raça, cor e sexo, o autor se adiantou com plena convicção de que a resposta para as duas perguntas é não.
A qualidade da educaçãopública no Brasil foi o único ponto em comum entre nossas ideias. De fato, é ela a grande culpada pela má formação dos jovens, enquanto a particular se encontra do outro lado da moeda. E é justamente para os alunos da rede pública que deveriam ser aplicadas as cotas, independentemente de sua cor. Sinceramente, creio que um branco nascido e crescido nas mesmas condições de um negro se sentiria injustiçado quando o segundo é aprovado graças ao sistema de cotas. Ora, se ambos têm a mesma origem, o mesmo status social e, acima de tudo, a mesma capacidade, porque o branco deve ser o oprimido? Isso não é preconceito?
Na próxima, busque argumentos melhores quando for criticar qualquer posição. E fuja do provincianismo que maquiou seu texto, Bajonas.
Um comentário:
Very clever article. I don't understand Brazilian, but i use translator. I haven't known that there are such a problems in Brazil. Nice blog.
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