O número de caso de virose no litoral paulista não pára de crescer. Estive lá na passagem de ano e, junto com mais dois amigos, fui uma vítima.
O estranho foi a demora para os sintomas: 48 horas. No sábado (01/01), saímos de Santos e fomos para o Guarujá, mais especificamente na praia da Enseada. Passamos o dia lá, regado à muita cerveja, vodka, refrigerante e, claro, muito camarão, peixe e batata-frita - do quiosque em frente onde estávamos! Sabe como é, o pessoal do interior, quando vai à praia, quer aproveitar o máximo, afinal, lá não se come este tipo de comida todos os dias. Beleza. Fiquei o resto do tempo no mar, correndo na praia e jogando conversa fora. Tomei uma ducha para tirar o excesso de sal - no mesmo quiosque. E só. Não cheguei a consumir água por lá.
No domingo, voltei cedo para São Paulo, afinal, trabalharia na segunda. Passei o dia bem, comi normal etc. Porém, a uma hora da manhã levantei com enjoo. Vomitei madrugada adentro até às 6h. Não tinha condições de ir trabalhar e fui ao hospital logo que acordei. No entanto, já me sentia muito melhor. Tinha convicção de que o motivo foi um salgadinho de saquinho que tinha comido à noite e que logo passaria. Mas a data de validade não estava nem próxima do vencimento.
No hospital, como já suspeitava, virose. Me sentindo, não comprei remédio nenhum e a dor de barriga que acompanhou o vômito tinha passado. Na terça, trabalhei normalmente, mas com dores no corpo e indisposição a tarde toda. À noite, em conversa com um dos amigos que também estava na praia, fiquei sabendo que ele e mais uma outra amiga estavam na mesma situação. Na quarta, idem. A diferença é que a dor de barriga tinha voltado, sem vômitos. Na quinta, piorou minha situação. Estava totalmente indisposto e, à noite, vômitos e diarréia. Decidi ir em outro hospital. A enfermeira, de cara, me falou: 90% dos casos só naquela semana era de gente com os mesmos sintomas. Mas como meu quadro tinha piorado ao invés de melhorar, queria algum remédio.
Os dias seguintes foram de melhora praticamente insignificante, com remédios para o intestino e estômago, em caso de vômito. Fui melhorar mesmo só no domingo. Uma semana depois.
Apesar de ter ingerido água em Santos, onde ficamos hospedado, creio que a causa foi mesmo o alimento do quiosque. Outra hipótese é ter pego pelo ar, já que uma colega de trabalhou ficou com os sintomas por dois dias depois de ter conversado comigo e etc.
De qualquer maneira, não pretendo voltar ao litoral nessa época do ano. E, a quem vai, cuidado!
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