terça-feira, 9 de novembro de 2010

A novela chamada Enem

Os noticiários estão se pautando em mais um caso onde o Enem é vítima da inegável falta de competência dos responsáveis pela prova. É fato que, repetindo o vazamento das provas no ano anterior - o que já tirou grande parte de sua credibilidade -, o Ministério de Educação precisa de pessoas mais empenhadas para evitar que este tipo de problema atinja milhões de pessoas que buscam traçar seus caminhos profissionais.

No entanto, atitudes extremas prejudicam ainda mais os alunos e o ministério ao quererem cancelar a prova de mais de 3 milhões por conta de um erro que atinge, de fato, apenas 0,03% deste montante. Tais ações assustam os egressos do ensino médio que tanto se esforçaram para tentar entrar em uma universidade. Pergunte aos alunos o que acham de fazer novamente o exame. O desgaste físico e, em especial, mental, certamente dirá mais alto até mesmo para os que não tiveram uma boa colocação. Vale lembrar que muitos dos principais vestibulares foram substituídos pelo Enem.

O buraco é mais embaixo e o caso parece virar uma novela. Querem cair em cima a qualquer custo para comprometer o Ministério da Educação e o governo. Creio que a intenção de unificar os vestibulares seja um passo e tanto para concorrer à uma vaga no ensino superior, afinal é menos dinheiro gasto em impressão de provas específicas para determinadas instituições e em salas de aulas reservadas exclusivamente para a realização dos exames; é menos desgaste para os concorrentes; e, além do mais, trata-se de uma maneira mais justa em se distribuir as vagas, como acontece em outros países.

Mas, para isso, é preciso que o Enem tenha um caráter exclusivo e confiável. Pessoas mais capacitadas devem assumir a responsabilidade de garantir qualidade e crédito nas provas, ainda mais após o segundo erro consecutivo.

Um comentário:

ALEX disse...

Realmente, essa idéia de unificação é boa e justa. Deve-se agora continuar aumentando a vaga nas universidades de todo o Brasil, assim como a qualidade das mesmas. Além disso, obviamente, faz-se necessário respeitar mais os estudantes que farão a prova, evitando erros como esse.