sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Edir Macedo e sua visão empreendedora é alvo de críticas na Economist

A Igreja Universal do Reino de Deus foi alvo de duras críticas feitas pela revista londrina Economist, no último dia 3.

A matéria enfatiza a "máquina de dinheiro e poder" que a igreja se tornou, a partir do PRD (Partido Republicano Brasileiro - fundado em 2005 pela própria IURD), da aquisição da TV Record, além da arrecadação de dízimos. "A igreja pede aos fiéis 10% de seus salários, que, ao doarem, serão compensados com bênçãos que aparecem em forma de curas milagrosas e sucesso familiar e no trabalho", cita a revista.


Sem dúvida alguma, independente da crença e dos preceitos de Edir Macedo, sua ambição foi muito além de religião. Além até mesmo do que muitos empresários passam a vida tentando conquistar: sucesso. Afinal, a Record, recentemente, se tornou a segunda maior emissora do Brasil, obviamente atrás da Globo.


A auto-biografia do pastor - Edir Macedo - A história reveladora do Pastor - também não escapa às alfinetadas. "Apesar do título, o livro deixa a desejar. Ele conta sobre a prisão de Edir, mas não sobre as alegações que o levaram até lá. Conta sobre sua água de colônia favorita - Acqua di Parma, e de sua coleção de gravatas italianas, mas não sobre as finanças da IURD).


No Brasil, os fiéis de igrejas pentecostais somam 24 milhões. Nos EUA, esse número cai para 5,7 milhões. Ainda de acordo com a revista, a IURD, apesar de ser a terceira maior no país sul-americano, é a mais ambiciosa: está presente em mais de 172 países como Japão e África do Sul.
Em Franca, interior paulista, uma nova sede da igreja foi inaugurada no segundo semestre do ano passado. A estrutura, com 7,5 mil metros quadrados, dois andares, estúdio de gravações de rádio e TV, estacionameto subterrâneo, heliponto, apartamento com elevadores, escritórios e diversas salas, além de capacidade para 3.300 fiéis. O custo? Nada mais que R$20 milhões.


Dá-se para notar o poder que, em poucos anos, desde 1977, quando da fundação da IURD mais especificamente, Macedo conquistou, se tornando alvo de críticas para uns, mas um verdadeiro salvador para outros. E, assim como terminou a matéria, termino o post de hoje: "Sacrificar é divino. Talvez seja, mas inventar um modelo de negócios genial é humano".

2 comentários:

Anônimo disse...

Pelo visto, o livro do Bispo deixou de tocar em pontos importantes, assim como o de Roberto Marinho (Globo), escrito por Pedro Bial. Nas biografias poucos colocam os podres, no máximo um PUM ou outro.

abraços

Luiz Henrique Brandão disse...

Pois é...

por isso muitos artistas acabam processando um ou outro por terem publicado suas biografias "sem autorização", além de tanto outros motivos, né?
Mas enfim, talvez essas autobiografias não seja a leitura recomendada para quem gosta de imparcialidade. Se bem que é muito difícil encontrar algo imparcial hoje em dia, né...Mas fazer o quê...

Abração