sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vã filosofia

Pois é, voltei! Sem compromisso, claro. Mas vou postando conforme der na telha.
Hoje aproveito para criar mais uma editoria: "O que eu penso?". Sim, o nome por si só já fala por muita coisa. São vãs filosofias minhas sobre o mundo afora. Talvez isso mude um pouco mais a cara do blog, talvez não. Deu vontade e ponto!

Sempre pensei sobre como minha cidade (e meu país também) é sujo (olha o trocadilho!). Sujo no sentido de sujeiro, dejetos, ruas imundas - aposto que muitos com a mente fértil pensaram em política, legislação e economia brasiliera, né?! E acho até irônico o fato de todo mundo falar sobre aquecimento global, Protocolo de Kyoto e afins, e, pouco se manifestar a respeito do lixo - ou da falta dele (latões de lixo).

Pergunto: quantas vezes algum de vocês já pararam para procurar um papel de bala fora, olharam ao redor e nada, ou melhor, acharam...a calçada! Confesso que fiz isso por muitas e muitas vezes, já até critiquei amigos que guardavam algo a ser rejeitado nas mãos com a finalidade de jogá-los no lixo propriamente dito. Mas hoje, mudei minha forma de pensar.

Não jogo mais lixo na rua (ou pelo menos evito em casos extremos). Tudo em respeito à natureza. A mesma responsável pelo que como, tenho, a que me dá tudo que preciso.

No entanto, pelo menos por aqui (e na maioria das cidades que conheço), NÃO EXISTE LIXEIRA NAS CALÇADAS. Quer dizer, existe, sim. No Calçadão, lá no Centro. Uma lixeirinha até que simpática, apesar de pequena. Não maior que um retângulo 10 de largura por 40 de profundidade. Cabe só o essencial. Digamos umas dez latas de refrigerante. A simpatia, no caso, se deve à tabelinha miniatura de basquete, afinal, moro na capital (ou seria ex?) do basquete. Não tenho certeza, mas, só para constar, creio ter sido o ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) o responsável por estas instalações - longe de qualquer debate político, por favor.

Enfim, voltando ao que interessa, os bairros mais afastados, ou até mesmo alguns quarteirões um pouco mais distantes do Calçadão, carecem desse benefício. Simplesmente não existe. E, então, lhe restam três opções: rua/calçada, bolso/carro ou, caçambas. Caçambas existem, em montes, por sinal. Talvez pelo boom imobiliário que a cidade vem passando, não importa. O fato é que caçamba não é ideal para lixo, e sim para outras finalidades que dispensam explicações.

Outra coisa que muito colabora com toda essa sujeira são aqueles informes de supermercados que vira-e-mexe JOGAM na sua casa, sem ao menos pedir. Tem quem goste. E eu não quero questionar a importância em se comparar preços e etc, mas, pelo amor de Deus, EU NÃO AGUENTO MAIS CHEGAR EM CASA TODO O SANTO DIA E TER QUE JOGAR FORA ESSE TIPO DE COISA.

E tem também aqueles panfletos de semáforos. Ô maldição! "Pare de sofrer, eu sou a cura para todos os seus problemas"; "Motel X oferece uma noite phóda"; "Jão Altomóveis". É tanta coisa absurda e desnecessária que, ao meu ver, chega a ser inútil - com raríssimas exceções. É uma forma de propaganda barata? Sim. Muita gente vê? Sim, talvez! Mas gera muita, mas muita sujeira. Para isso existem outros meios com melhores retornos.

Já até criei, em minha cabeça, uma lei para coibir essa atividade - me desculpem aqueles que vivem disso, não é nada contra. A prefeitura gera uma multa em cima da empresa que saiu distribuindo, em semáforos ou nas próprias casas, esses panfletos/informes. Aposto que o custo com a limpeza da cidade cairia e muito. E não seria nem um pouco difícil funcionários públicos "pegarem no pulo" tais empresas inimigas da natureza!

O post ficou muito extenso - e cansativo. Tinha mais coisas para falar, mas isso fica pra depois. É sobre os fumantes e....o respeito que têm com as bitucas de cigarro. Só depois...

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