Voltei. Não sei se pra valer, ou se esse vai ser só mais um texto, que escolhi escrever porquê deu na telha.
Muita coisa aconteceu ultimamente. Mais especificamente nesses últimos 4 meses. 2008 foi um ano ruim. Péssimo. Na verdade foi o pior que tive até hoje. E não só pra mim. Algumas pessoas também me disseram a mesma coisa em relação às suas vidas.
Como se não bastasse, tudo aconteceu de uma só vez, e continua acontecendo. Mas no fundo, não reclamo. Sempre gostei de sofrer mesmo e sei que com isso a gente cresce, amadurece, vê as coisas e pessoas de forma diferente.
Mas é ruim. A nuvem negra ainda não foi embora. Tem resquício dela, por onde quer que eu esteja, ela está lá. Sempre pronta a cobrir minha mente a qualquer vacilo que eu escolha dar. É como se fosse uma só faísca que causasse todo o incêndio. Mas no caso, é um pensamento. Uma recordação ou lembrança que eu venha a botar na cabeça e pronto, quando menos percebo já estou perdido no meio dessa tempestade. E logo já vou pensando em abrir meu guarda chuva, mesmo sabendo que paliativos não são remédios e sim anestésicos. Eu deveria é plantar mais a luz para afastar a tempestade ao invés de tentar me proteger da sua ira com um simples guarda-chuva.
Hoje, passado esse tempo, já me percebo diferente e como mudei em tão pouco tempo. Como vi coisas que não veria se tudo continuasse como antes. Vi amigos onde não sabia que eles realmente existiam. Vi como a falsidade está sempre diante do nosso nariz e vi também como as pessoas pouco se importam pro sentimento dos outros.
Mas o mundo dá voltas. E todos sabem disso. É tudo uma questão de tempo, que essa lei não falha, disso não tenho dúvidas. A tempestade de hoje vai ser o sol de amanhã e, no fim, acabo por entender que ela existe e veio para regar os frutos que colherei amanhã.
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