quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Voltei. Não sei se pra valer, ou se esse vai ser só mais um texto, que escolhi escrever porquê deu na telha.
Muita coisa aconteceu ultimamente. Mais especificamente nesses últimos 4 meses. 2008 foi um ano ruim. Péssimo. Na verdade foi o pior que tive até hoje. E não só pra mim. Algumas pessoas também me disseram a mesma coisa em relação às suas vidas.
Como se não bastasse, tudo aconteceu de uma só vez, e continua acontecendo. Mas no fundo, não reclamo. Sempre gostei de sofrer mesmo e sei que com isso a gente cresce, amadurece, vê as coisas e pessoas de forma diferente.
Mas é ruim. A nuvem negra ainda não foi embora. Tem resquício dela, por onde quer que eu esteja, ela está lá. Sempre pronta a cobrir minha mente a qualquer vacilo que eu escolha dar. É como se fosse uma só faísca que causasse todo o incêndio. Mas no caso, é um pensamento. Uma recordação ou lembrança que eu venha a botar na cabeça e pronto, quando menos percebo já estou perdido no meio dessa tempestade. E logo já vou pensando em abrir meu guarda chuva, mesmo sabendo que paliativos não são remédios e sim anestésicos. Eu deveria é plantar mais a luz para afastar a tempestade ao invés de tentar me proteger da sua ira com um simples guarda-chuva.
Hoje, passado esse tempo, já me percebo diferente e como mudei em tão pouco tempo. Como vi coisas que não veria se tudo continuasse como antes. Vi amigos onde não sabia que eles realmente existiam. Vi como a falsidade está sempre diante do nosso nariz e vi também como as pessoas pouco se importam pro sentimento dos outros.
Mas o mundo dá voltas. E todos sabem disso. É tudo uma questão de tempo, que essa lei não falha, disso não tenho dúvidas. A tempestade de hoje vai ser o sol de amanhã e, no fim, acabo por entender que ela existe e veio para regar os frutos que colherei amanhã.

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