Em maio do ano passado escrevi artigo sobre a crise pós-faculdade. O tempo passou e em janeiro me graduei na faculdade. Antes, porém, em novembro, a tal da crise econômica começou a tomar conta das principais páginas de jornais. Desde então já imagina que até aí era só o começo. O Brasil não havia sentido seus reais efeitos, os quais começaram a ser refletidos a partir de janeiro com demissões em massas, redução no número de geração de empregos, indústrias em crises e etc.
OK, isso já é motivo suficiente para preocupar qualquer cidadão assalariado - independente de sua posição, desde o executivo até o empregado. Mas, para os recém chegados ao mercado de trabalho, a situação passa a ter outro significado tão preocupante quanto para os veteranos. Ora, se há redução na vaga de empregos, é sinal de que há, obviamente, diminuição nas contratações. Logo, como aqueles que acabaram de completar um curso superior irão por em prática seus conhecimentos alcançados ao longo da vida universitária?
Há duas semana na capital paulista, pude sentir na pele um pouco disso. É currículo pra lá, currículo pra cá, até mesmo algumas indicações de professores, que no fim acabam por simplesmente irem em vão. Talvez esteja sendo um pouco precipitado, afinal duas semanas para quem estudou quatro anos na faculdade não significa muita coisa. Mas o fato é que, apesar das tentativas, simplesmente não há retorno. Nem mesmo para entrevista. A coisa ficou feia! Piorou para o meu lado ao saber que uma grande editora nacional havia demitido 20 jornalistas.
Enquanto isso, não há o que fazer senão continuar indo atrás e...esperando. O tempo é o dono da verdade e há de mostrar o melhor caminho para todos. Então, o jeito é continuar, por enquanto, sob a crise pós-faculdade. A qual certamente é apenas mais uma fase vivida por grande parte dos que se formam!
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