São Paulo é uma cidade grande. Gente de todo vive por aqui; gente de todo jeito: rica, pobre, bonita, estranha, exótica, perigosa, boa. No entanto, seu tamanho é proporcional aos seus problemas cotidianos. Congestionamento, violência, correria e falta de tempo para citar alguns.
Claro, numa cidade das dimensões da capital paulista as coisas se tornam muito difíceis de se administrar. Afinal, 18 milhões de habitantes não são 100 mil ou 1 milhão. São Paulo tem uma população maior que muitos países. E muita gente concentrada em um local sem planejamento é sinônimo de problemas. A paulicéia é uma gigante aos olhos dos interioranos natos. Tão grande e muitas vezes incompreensível e confusa.
Mas um dos maiores problemas que percebi ao chegar por aqui parece não ser tão difícil de se resolver – nem muito menos caro: o lixo. Suja, sempre exalando mau cheiro em algumas regiões onde o acúmulo de lixo é maior do que o normal. Aqui não existem lixeiras. O lixo muitas vezes tem por destino a rua, uma das manias preferidas do brasileiro. Se vê de tudo que puder imaginar. Anda-se quarteirões e quarteirões sem nenhuma lata de lixo por perto.
O resultado não surpreende ninguém: sujeira, fedor, doenças, enchentes... Talvez se o prefeito, que por si só merece um grande mérito de ter acabado com a poluição visual, pensasse nos benefícios de se colocar lixeiras em cada esquina – ou pelo menos nos locais mais movimentados se for pedir muito -, os bueiros dariam conta de absorver maior volume de água, diminuindo assim o risco das enchentes tão comuns todo começo de ano. Isso sem contar no benefício do paulistano, que passaria a viver numa condição melhor de higiene e numa cidade mais 'apresentável' e ecologicamente mais correta. Claro que junto a essa ideia seria necessário um processo de reeducação da população sobre a importância do tal lixo no lixo. Mas, creio, a priori, o simples fato de existir lixeiras espalhadas já faz um importante papel para a sociedade. Existe muita gente que sabem a importância de se jogar dejetos nos seus devidos lugares.
Portanto, Kassab, seria uma boa se você pudesse estudar a possibilidade de dar ao seus conterrâneos uma vida mais justa e limpa e não continuar a oferecer a eles o lixo como vizinho!
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