É sempre assim: a gente pensa nas ideias , em todo o contexto, daí quando senta para escrever a coisa acaba saindo de outro jeito, com outras palavras. Nada que a prática não seja suficiente para nos tornar bons autores, mas a questão aqui é o contexto, as ideias. Como elas se alteram quando são colocadas no papel.
Não duvido que em pouco tempo já tenha alguma ferramenta capaz de redigir aquilo que se pensa, ainda que longe da perfeição. Lembra quando a novidade era texto redigido através da voz graças à tecnologia? Quem imaginava que uma máquina seria capaz de fazer isso?
O mundo se torna pequeno conforme o tempo passa. Ou melhor, se torna maior ainda. Quando se pensa que não há nada mais para ser inventado, vem uma novidade que se torna defasada e cede o lugar para outra em questão de poucos anos.

Como seria prático um editor de texto com essa capacidade de leitura mental! Cada palavra poderia ser redigida sem que antes outras ideias tomassem o rumo da coisa.
No meu caso seria uma bela ferramenta para usar antes de dormir, hora que minha cabeça vai a mil. Viaja todas as dimensões, relembra passado, presente e desenha, às vezes, o futuro, ou aquilo que, naquele exato momento, eu gostaria que fosse. Redigiria críticas mais consistentes, artigos mais ricos e até mesmo ensaios quase perfeitos.
Até que o leitor de mente seja inventado, fico aqui praticando a escrita, sentado em frente ao computador, sem lápis nem borracha. Mais prático, mas de uma forma antes impensável pelo seu pai ou sua mãe.
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